Arquivado em: Verão 2010
Gemte, esse post é de colaboração de Herbie, do Estudio Alba, que acabou nos presenteando com sua visão sobre a temporada de moda masculina
Abaixo:

Paul Smith
Terminou na semana passada a seqüência de semanas de moda masculina internacionais. Aquela idéia de silhueta afiada e seca, bem Hedi Slimane, não pensou em nem dar as caras. A imagem de um passado não-tão-distante se diluiu e o momento é outro. A imagem que foi, foi. Não é mais.

Missoni / Moschino
A rigidez e agressividade perdem espaço para as imagens de homens simples e descontraídos mesmo. A sacada mais legal pra colocar toda essa idéia pra funcionar foi descomplicar e desconstruir a vestimenta formal masculina, e transformá-la em algo relaxado e casual – o que não quer dizer em nada que o look se torna esportivo. Nada a ver. Tudo parece ser muito inteligente e sóbrio, já que estrutura de cores e comprimentos são muito sutis.

Hugo Boss / Calvin Klein
Com essa despreocupação, a silhueta aparece mais folgada, com peças bem amplas e um pouco mais curtas. Daí que aparece a bermuda (ou shorts mesmo) no meio da história, peça-chave para o guarda-roupa do verão masculino que aparece diversas vezes associada ao blazer e sapato social – e meia – às vezes colorida. Mas isso daí fica para os que acreditam mais.

Dior Homme / Louis Vuitton
Neste enredo, as calças foram as que sofreram mudanças mais drásticas – e divertidas também. Elas aparecem agora mais largas e com o fundo baixo – sarouel até.

Bottega Veneta
Além disso, o comprimento dela passa a ser bem mais curto, dobradas até acima do tornozelo, bem-humorada. Agora, o que chama atenção é o uso dos tecidos mais brilhantes apareceram – inclusive na temporada brasileira. Alguém aí acredita? Nem eu.
A cartela de cores reforça a idéia de simplicidade e conforto, podendo ser extremamente limpa, com os brancos, cinzas e cores clarinhas ou variar em tons natural-terrosos e do nude, além dos azuis – marinho, petróleo – de sempre. Curioso foi perceber a repetição bonita da combinação entre o vermelho e o roxo, ambos meio desaturados, com cara de empoeirados em diversas coleções.
Em vários desfiles os looks foram construídos a partir de variações de uma mesma cor, tons sobrepostos ou de composições de mesma cor, sem quebra mesmo. Além dessa reflexão sobre o uso das cores a sobreposição de comprimentos diferentes, que somados resultam numa imagem bastante inteligente.
Em todos os desfiles as sandálias de tiras estiveram presentes e me irritaram profundamente. Gente, muito feio, né? Outro detalhe, só que desta vez legal, é que a gravata, ícone máximo da rigidez na moda masculina, desaparece – quase – completamente do repertório de imagens dos desfiles, fazendo com que mesmo nas imagens mais formais, as camisas sejam utilizadas sem elas.
E a vida real agradece.
3 Comentários até o momento
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Legal esse post. Mas, pessoalmente, essa coisa de desestruturar as roupas não me apetece. Acho que acaba deformando o corpo do homem, não valoriza as formas, os músculos, a estrutura corporal mesmo, entende?
Comentário por Marquinhos 14 14UTC Julho 14UTC 2009 @ 12:44 pmMuito bom o post, gostei bastante.Das coleções apresentadas, a que mais me agradou foi a da Givenchy, achei ousada, criativa e destemida. E o engraçado que meus maiores desejos na coleção do Ricardo, foram as sandalias.Tambem gosto pelo fato de, por seculos o guarda roupa masculino ter “emprestado” suas peças ao feminino e está mais do que na hora de acontecer o contrario, peças mais “femininas” virem pro nosso, em alguns casos até devolvendo peças, como é o caso das proprias sandalias, que no inicio eram usadas pelos homens na Grecia e em Roma, por exemplo. Muitos estilistas já estam tentando isso faz tempo, como as man bags e as meia calças do Marc,lá fora já ta pegando e sinto um cheiro disso já no Brasil, espero realmente, que tabus sejam quebrados e que a moda masculina, volte a ser estimulante, o que pelo menos pra mim, nao vem sendo.
Comentário por Hugo Arantes 14 14UTC Julho 14UTC 2009 @ 10:34 pmNa minha opinião, roupas de marcas elegantes como Dior, Prada e Armani, por exemplo, vestidas em “homens modelos” ficam muito fashion ou “conceito” (talvez seja esse o objetivo). Um cara tradicional como eu, não se encanta quando vejo um desfile. Prefiro elas penduradas e a minha disposição nas Lojas. De qualquer forma, gosto das cores e da idéia da simplicidade com conforto, mostrada neste post.
Parabéns Kaká .. seu blog é um Sucesso !
Comentário por João Kepler 15 15UTC Julho 15UTC 2009 @ 7:11 am